Barra do Garças – MT – 25 de julho de 2024
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Bukele transfere 2 mil membros de gangues para megapresídio


Nayib Bukele tomou posse novamente como presidente de El Salvador no dia 1º de junho
Nayib Bukele tomou posse novamente como presidente de El Salvador no dia 1º de junho| Foto: EFE/Rodrigo Sura

O governo de El Salvador transferiu nesta semana mais de 2 mil prisioneiros associados a gangues criminosas para o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), megapresídio construído pela gestão de Nayib Bukele que virou símbolo da guerra contra o crime organizado no país.

“Transferimos mais de 2 mil membros de gangues das prisões de Izalco (oeste), Ciudad Barrios (leste])e San Vicente (sudeste), para o Cecot”, escreveu o presidente em seu perfil na rede social X.

Considerado o maior presídio das Américas, o centro de detenção possui capacidade para receber até 40 mil detentos e é dedicado a receber apenas membros de organizações criminosos, segundo informações do Ministério da Infraestrutura.

O número oficial de presos, divulgado pelo governo pela última vez em fevereiro, aponta para a presença de12.500 integrantes de gangues no local, a maioria deles vinculados às facções Mara Salvatrucha (MS-13) e Barrio 18.

Os criminosos estão detidos sob um regime de exceção, iniciado em 2022 pela atual gestão, que já tirou milhares de criminosos das ruas salvadorenhas e rendeu um grande apoio popular ao presidente Bayib Bukele.

Apesar da popularidade entre os cidadãos, organizações de direitos humanos denunciam a falta de transparência do governo sobre o funcionamento do presídio, onde não é permitida a visita de jornalistas e familiares.

Eles também acusam o país de violar os padrões de encarceramento estabelecidos em 2005 pela ONU com as Regras Mínimas para o Tratamento de Detentos.



FONTE: GAZETA DO POVO

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