Barra do Garças – MT – 19 de abril de 2024
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Esquerda britânica usa “caridade” para receber dinheiro público



Catorze anos no governo e o que o Partido Conservador
Britânico tem para mostrar? A maior carga tributária desde a Segunda Guerra
Mundial, políticas verdes radicais antiliberdade e ideologias identitárias sobre
raça e gênero sendo aplicadas em todas as instituições.

Alguns simplesmente atribuem tudo isso à incompetência do governo. Outros duvidam que os políticos realmente acreditam no que estão defendendo – e suspeitam que estejam fazendo isso apenas para agradar a grupos de interesse específicos.

Mas um fator em grande parte negligenciado é que o próprio
governo britânico está financiando o ativismo de esquerda.

Eles não dizem dessa forma, é
claro. No entanto, é o que está acontecendo na prática.

Organizações de esquerda se identificam como instituições de
caridade. E isso serve como um um cavalo de Troia para o seu lobby
radical.

Ao se posicionar como instituição de caridade, uma organização cria a imagem de uma senhora gentil vendendo biscoitos para arrecadar dinheiro para a pesquisa do câncer – então o governo lhe dá dinheiro público por seus esforços.

Contudo, a realidade é que essas organizações estão fazendo lobby pela restrição da liberdade e expansão do Estado, e tiram milhões de libras do bolso do contribuinte para financiar suas campanhas.

Existem bem mais de 100 mil dessas organizações (o setor registrou um crescimento de 27% na última década). O ativismo se transformou de voluntariado altruísta por pouco ou nenhum pagamento para uma profissão de alto status com um salário gordo.

Além de receber grandes
subsídios do governo, essas organizações são em grande parte sustentadas
financeiramente por outros grupos similares, que também recebem muito dinheiro público.

Isso faz com que o financiamento dessas entidades pareça uma teia de aranha com todos os fios eventualmente levando ao governo. Habilitadas por esses recursos, essas instituições são capazes de pressionar às autoridades, influenciar a mídia e promover seu ponto de vista na força de trabalho e nas instituições educacionais.

Um exemplo disso é a UK Health Alliance on Climate Change [“Aliança de Saúde do Reino Unido sobre as Alterações Climáticas”], uma colaboração entre dezenas de organizações de saúde que recebeu 110 milhões de libras [o equivalente a R$ 692,9 milhões, na cotação atual] do governo britânico desde 2017.

À custa dos contribuintes, a Aliança tem exigido reparações
climáticas e colaborado com o grupo ambientalista extremista Extinction
Rebellion
[“Rebelião da Extinção”, conhecido por utilizar estratégias de
desobediência civil em massa em seus protestos e ações]. Eles estiveram
envolvidos em vários distúrbios públicos, como o bloqueio de estradas para
exigir o fim do uso de combustíveis fósseis.

Outro exemplo de grupo ativista financiado pelo Estado é a Stonewall, a maior instituição de caridade LGBT do Reino Unido, que costumar fazer declarações como “Algumas lésbicas têm pênis” e “crianças de apenas dois anos reconhecem sua identidade trans”.

A Stonewall está profundamente enraizada no governo britânico: desde as milhões de libras que recebem em subsídios até as centenas de entidades do setor público que são assessoradas por ela.

Organizações como essas
tornaram muito difícil mudar as políticas em uma direção diferente.
Independentemente de quem estiver no governo, a força da esquerda é imparável.

A menos que uma mudança institucional real seja feita para impedi-las de receber dinheiro público.

© 2024 FEE – Foundation for Economic Education. Publicado com permissão. Original em inglês: How Radical Leftist Activist Groups Have Captured the British Government
Conteúdo editado por:Omar Godoy



FONTE: GAZETA DO POVO

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