Barra do Garças – MT – 19 de abril de 2024
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Atraso das chuvas j fez agro perder 40% do potencial produtivo


Em entrevista na quarta-feira (27), o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Beber, afirmou que o atraso na chegada das chuvas no estado já fez a produção de milho perder 40% de seu potencial. Além disso, ele pontuou outros fatores que contribuem para este cenário. 

A falta de chuvas forçou produtores de Mato Grosso a atrasar o plantio, causando uma drástica redução na expectativa do cultivo do milho safrinha, que representa cerca de dois terços da produção nacional. O presidente da Aprosoja pontuou que as chuvas atuais ajudam a situação, mas já há perdas. 

“Tem lavouras, por exemplo, posso falar mais da minha região de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, havia lavouras que já perderam mais de 40% do potencial, porque o milho ainda estava em estágio vegetativo e castigou muito a falta de chuva, então mesmo chovendo agora não recupera mais 100%”. 

Mato Grosso é o maior produtor de soja e milho do Brasil e segundo Beber, além da chuva outros fatores devem influenciar a queda da produção. 

“Nós já temos consolidados mais de 20% de quebra, por ser um ano de La Niña, por ter parte do milho semeado fora da janela, por ter uma diminuição no uso de adubos nitrogenados, tudo isso são fatores que contribuem e a chuva já está afetando as lavouras, são fatores que contribuem para que haja uma quebra de safra de milho”. 

O presidente da Aprosoja Mato Grosso destacou que este não é um problema só de Mato Grosso, que outros estados e até países têm enfrentado dificuldades. 

“A Aprosoja Brasil insiste numa safra de 135 milhões de toneladas e por enquanto a gente concorda com ela até que não tenha esse fechamento, porque mesmo os estados que tiveram perdas menores, como o Rio Grande do Sul, também não tiveram uma safra cheia, então a Argentina também está tendo quebra de safra, se esperava uma safra cheia, porque a Argentina tem um potencial para 62 milhões de toneladas, não deve fechar 50 milhões e o ano passado fechou 25 milhões”. 



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