Barra do Garças – MT – 19 de abril de 2024
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Joaquim Américo, o cosmopolita | Perfil

Nos últimos dias de fevereiro de 2024, o nome de Joaquim Américo foi um dos nomes mais comentados nas redes sociais e na imprensa em todo o país. Muita gente que nunca havia ouvido falar dele descobriu quem foi o homem que mudou o jogo no futebol paranaense. 

Militar e industrial da elite ervateira paranaense, Joaquim Américo Guimarães nasceu em Paranaguá e teve a oportunidade de estudar em Curitiba, Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires – o que seria fundamental na sua e na nossa história.

Desportista nato, foi praticante pioneiro do basquete, do críquete (que não pegou aqui nos pinheirais) e como amava cavalos foi um dos fundadores da Sociedade Hípica Paranaense e presidente do Jockey Club.

Aos 32 anos, incomodado com a forma que se praticava o futebol por aqui (os grupo étnicos só jogavam entre si no que hoje chamamos de bolhas) resolveu fundar um clube onde todos pudessem se associar e jogar. O espírito aberto dessa nova agremiação estava expresso no nome: Internacional Footbal Club.

Não sabemos se por alguma orientação metafísica ou simples visão de futuro, ele decidiu arrendar um terreno de chácara da família Hauer numa baixada do rio Água Verde e ali, com seus próprios recursos e limitações tecnológicas, ergueu e inaugurou, em 1914, o primeiro estádio de futebol do Paraná.

O Internacional amealhou uma plêiade de jovens bem nascidos e espertos em seus quadros chegando a ter seis times para competir entre si. Esta fricção interna gerou dissidência de jovens sócios e jogadores, que formaram um time quase que para se opor ao irmão mais velho a quem deram o nome de América F.C.

A divisão enfraqueceu os dois times, que perderam a hegemonia local para o rival Britânia. Joaquim Américo morreu em 1917, com jovens 38 anos, e não pôde ver a iluminada reunião dos antigos amigos e companheiros: em 26 de março de 1924, foi criado o Club Athletico Paranaense.

Tanto o espírito de oposição dos jovens americanos quanto o ideário inovador e cosmopolita do Internacional, a cara de seu fundador, forjaram a alma do novo clube rubro-negro da cidade.

Em 1934, depois da aquisição do terreno de seu estádio, os atleticanos resolveram homenagear seu construtor dando seu nome ao templo sagrado atleticano. Em noventa anos, o estádio passou por várias encarnações, superou ameaças e foi reconstruído três vezes enquanto era a casa de títulos locais, nacionais e internacionais do Athletico e de dois jogos da Copa do Mundo de 2014.

O local que mais frequentei na vida desde 1978 até o dia 26 de fevereiro de 2024 quando mudou de nome para Mário Celso Petraglia.  

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