Barra do Garças – MT – 23 de julho de 2024
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Fávaro se ‘esquiva’ de denúncia sobre ‘Máfia da Carne’



Ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro (PSD), evitou polemizar a denúncia do senador Jayme Campos (União) sobre a existência de uma suposta “quadrilha” para dominar a exportação de carne do Brasil para China, com o apoio da pasta.

Durante entrevista à imprensa, o gestor justificou que o ministério está aberto para prestar informações e negou qualquer tipo irregularidade no processo. “Se ele precisar saber de alguma informação, o ministério, com total lisura, está à disposição. A concentração em determinado setores da economia é natural no mundo, por isso tem o CAD para poder verificar”, disse.

As declarações ocorrem após Jayme sugerir que Fávaro age por interesses pessoais, favorecendo grandes grupos econômicos. Em discurso no Senado, o congressista apontou que, na mais recente lista de habilitação de exportação liberada para a China, o Mapa incluiu, entre 20 empresas selecionadas, um frigorífico da JBS-Friboi localizado em Diamantino (MT), que está fechado desde junho deste ano, em razão de um incêndio.

O caso também foi denunciado na Câmara Federal pelo deputado coronel Alberto Fraga (PL), no início do mês, quando o político acusou Fávaro de favorecer os frigoríficos JBS e Minerva, numa suposta existência de cartel dentro da pasta.

O ministro, por sua vez, justificou que a unidade consumida pelo incêndio só será habilitada se já estiver em funcionamento quando for acionada no processo. Ele também acrescentou que seria uma “injustiça” deixar de fora o empreendimento que gera centenas de empregos no Estado.

“A declaração de manter na lista, um frigorífico que pegou fogo ocorre porque a lista está em ordem cronológica. Seria injusto por parte do ministério da Agricultura deixar de fora uma unidade que sofreu uma fatalidade. Se até o momento na habilitação da China não estiver pronto, a China não vai habilitar. Agora não podemos cometer a injustiça de tirar uma empresa que gera tantos empregos em Mato Grosso”, finalizou.



jornaldematogrosso

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